APRESENTAÇÃO

Textos e silêncios pretende ser um espaço reflexivo ecumênico, fundamentalmente voltado para a vida concreta das pessoas a partir de textos e livros, mas também do caminhar contemplativo e meditativo, da vivência amorosa e solidária dos que, de alguma forma, partilharam comigo suas vidas, dores, sofrimentos e esperanças. A eles - e a vocês - devo a minha vida, o olhar que desenvolvi de existência e a experiência cristã do encontro com o Cristo servidor que nos salva. A eles sou devedor, minha eterna gratidão.

sábado, 22 de setembro de 2012

210 mil pedem pela liberdade religiosa


210 mil pedem pela liberdade religiosa

Terça-feira, 18 de setembro de 2012 - 11h42min
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"É claro que me sinto surpreso em saber que o número de pessoas ultrapassou o que a Comissão (de Combate à Intolerância Religiosa) esperava. Tínhamos o objetivo de levar 200 mil para a Avenida Atlântica. Dez mil além do esperado só mostra o quanto o esforço desse trabalho, por um Brasil democrático e onde as pessoas respeitam os credos alheios, tem conquistado todos os setores da sociedade", disse o interlocutor do grupo de vários segmentos religiosos, babalawo Ivanir dos Santos, ao ser informado sobre o número de participantes, ao fim da Quinta Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que ocorreu hoje, na Praia de Copacabana. Segundo a coordenação de Infraestrutura do evento, 45 mil assistiram ao espetáculo da cantora Margareth Menezes, principal atividade cultural da Caminhada, na Praça do Lido.
Desde o início de setembro, a Comissão enviou aos candidatos a prefeito do Rio de Janeiro uma carta-compromisso, a fim de que a liberdade religiosa esteja garantida por aquele que assumir. O atual prefeito, Eduardo Paes, foi representado pelo vice de sua chapa, Adilson Pires. Marcelo Freixo (PSOL) fez questão de assinar o documento e acompanhar os caminhantes na Princesinha do Mar. Cyro Garcia (PSTU) e Otávio Leite (PSDB) se manifestaram com interesse em assinar, porém pediram à Comissão de Combate à Intolerância Religiosa que outra oportunidade fosse estudada por conta de compromissos com agendas de campanhas.
Dessa forma, na presença de mais de 25 representações religiosas e de várias autoridades, incluindo a chefe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), delegada Marta Rocha, Freixo comprometeu-se com uma administração "em que o medo de ser livre, de qualquer forma, não exista". Aplaudido, o candidato do PSOL recebeu das mãos de Ivanir dos Santos o livro "Caminhando a Gente se Entende", lançado em janeiro deste ano, com imagens das quatro caminhadas anteriores. "Assinar a carta é muito importante. No entanto, a prática é essencial para que se acabe de verdade com as exclusões", declarou Marcelo Freixo.
"Uma coisa que tem crescido no Brasil é a ideia fascista de que só tem um caminho. Isso vem interferindo na educação e no mercado de trabalho, por exemplo, porque excluiu pessoas de oportunidades com base na opção religiosa", disse o babalawo após a fala de Marcelo Freixo.
Depois da coletiva de imprensa, dezenas de ônibus, vans e carros lotados chegavam de vários lugares à concentração, no Posto Seis. A Quinta Caminhada contou com participantes de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e diversos municípios do Estado do Rio. Mesmo com sol forte, as pessoas entoaram cânticos religiosos e exibiram dezenas de faixas com pedidos de aplicação da Lei 10.639/03, que prevê a implementação dos estudos das histórias da África e da Cultura Afro-brasileira nas escolas de todo o País, além do Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Chamada por Santos de "ministra do povo", Luíza Bairros (Seppir) andou com os religiosos desde a concentração até o fim da apresentação de Margareth Menezes e, no carro de som, dedicou suas falas aos clamores de liberdade. " Eu estou muito emocionada de ver tanta gente em prol de uma causa tão nobre. Respeitar o próximo é fundamental para um convívio de paz e por um Brasil realmente de todos. Parabéns para a Comissão, parabéns, Ivanir, por conseguir articular todas essas religiões", falou.
Diversos segmentos foram solidários aos muçulmanos por conta do filme "Innocence of Muslims", que trata de uma suposta biografia do profeta Muhammad, estereotipando-o como homossexual, mulherengo e pedófilo. O grupo deixou claro seu repúdio contra a obra e declarou apoio aos seguidores do Islamismo, afirmando que nenhum desrespeito religioso pode ser permitido.
Margarteh Menezes subiu ao primeiro trio às 15h e conseguiu animar até mesmo a ministra Luíza Bairros, que, meio aos populares, dançou até o fim. Antes de fechar o repertório, Menezes agradeceu o apoio da Rede Globo, o patrocínio da Petrobras, aos órgãos municipais e estaduais que trabalharam pelo bom andamento da Caminhada, e passou a palavra ao interlocutor. "Nós, religiosos, estamos de parabéns. Mostramos, mais uma vez, que além de possível é maravilhoso aprender um pouco um do outro e não aceitar que nos demonizem, principalmente a Umbanda e o Candomblé. Esta foi uma caminhada que teve muitas dificuldades para sair, mas Ifá (conjunto de sabedoria divina para seguidores do Candomblé) não mente, e todo verdadeiro religioso vence por confiar no Divino", finalizou Ivanir dos Santos.  

Igreja deve alçar a voz no espaço público, sustenta Junge


CEBI

Igreja deve alçar a voz no espaço público, sustenta Junge

Terça-feira, 18 de setembro de 2012 - 11h39min
O secretário geral da Federação Luterana Mundial (FLM), pastor Martin Junge, encorajou a Igreja da Suécia a encarar a crescente secularização do país e a diversidade cultural como oportunidades para redefinir a própria igreja.
"Todos esses desafios e mudanças não devem ser um obstáculo para uma reflexão renovada e sustentada e para um discernimento do chamado dessa igreja na missão de Deus, antes deve ser considerada como uma oportunidade para definir como a igreja afirma novamente sua cidadania, e como vê a sua presença no espaço público," disse.
Junge dirigiu-se aos participantes da Världens Fest 2012, que se realizou em Malmö, de 7 a 9 setembro, para destacar a missão internacional da Igreja da Suécia. O evento consistiu em conferências, seminários, eventos públicos e programas culturais.
A Världens Fest atrai a cada ano uma média de 3,5 mil participantes e mais de 10 mil visitantes. Este ano, o eixo central da reflexão girou em torno do desenvolvimento sustentável, a Igreja no mundo e os direitos humanos.
Assim como as reflexões teológicas do reformador Martim Luther estouraram no espaço público, também hoje as igrejas luteranas devem atuar como cidadãos do mundo, assinalou Junge no seu discurso, intitulado "Assumindo a cidadania - a Igreja no espaço público".
"Essa cidadania é configurada pela questão fundamental no coração de toda Igreja: o que é que Deus quer que esta Igreja seja? O que é quer Deus quer que a Igreja seja aqui na Suécia? Como ela seguirá participando da profunda compaixão de Deus pelos seres humanos e seu zelo pela justiça?" - perguntou Junge.
O líder ecumênico sustentou que a Igreja tem um papel específico a desempenhar no espaço público, que está enraizado no depoimento e na voz de sua fé em Deus.
"Nenhuma igreja deveria temer o exercício dessa identidade, mas deve oferecê-la com alegria e humildade no espaço público compartilhado, onde seguramente terá outras vozes com pontos de vista e perspectivas diferentes que também serão escutadas", agregou.
No meio de uma crise financeira mundial e a ameaça da mudança climática, Junge argumentou que existe uma necessidade urgente do exercício da cidadania global e um marco ético que sirva à tomada de decisões em assuntos de justiça.
"As igrejas têm que ser parte desse diálogo. As igrejas devem dar sua contribuição própria, diferente, ao diálogo.  Essa é uma conversa que transcende amplamente o âmbito da economia, e aborda a mesma questão de como os membros da família humana se propõem e se comprometem a viver juntos neste mundo que todos nós compartilhamos ", afirmou.
A teologia luterana ajuda a essa conversa sublinhando a idéia de que a liberdade significa também responsabilidades. No entanto, as igrejas devem escutar com humildade também outras vozes nessa conversa, admoestou o secretário geral.
O CEBI participou da Festa do Mundo realizando duas oficinas. Saiba mais em: (http://cebi.org.br/noticia.php?secaoId=2¬iciaId=3344).
ALC/FLM

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Flávio Irala é o novo bispo anglicano de são Pàulo


Graças a meu bom Deus pude participar deste encontro e da votação.

CEBI

Flávio Irala é o novo bispo anglicano de São Paulo

Terça-feira, 11 de setembro de 2012 - 20h14min
A Diocese Anglicana de São Paulo (DASP) elegeu, no sábado, 8, o reverendo Flávio Irala para conduzi-la como bispo. A escolha deu-se em primeiro escrutínio, com a obtenção de vitória simultânea nas urnas da Câmara dos Clérigos e dos Leigos.
Irala, que é deão da Catedral de São Tiago, em Curitiba, Paraná, e membro da Ordem de São Tiago (OST), concorreu com o reverendo Francisco César Fernandes, reitor da Paróquia de São João, do bairro de Pinheiros da capital paulistana. Na noite anterior ao pleito, delegados e delegadas participaram de uma rodada de perguntas, para conhecerem os candidatos e formarem opinião.
O Concílio Extraordinário foi aberto no sábado pela manhã no Centro de Formação Sagrada Família, com culto solene e Santa Ceia presididas pelo bispo diocesano dom Roger Douglas Bird, acompanhado dos candidatos e clérigos diocesanos e conciliares.
Músico, Flávio Irala foi o maestro coordenador do CD Em nome do primeiro amor, produzido produzido pelo CEBI.
ALC - Agência Latino-Americana de Comunicação
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Faleceu dom José Rodrigues, bispo católico dos excluídos


CEBI

Faleceu dom José Rodrigues, bispo católico dos excluídos

Segunda-feira, 10 de setembro de 2012 - 18h48min
Dom José Rodrigues de Souza, bispo católico emérito de Juazeiro, Bahia, faleceu esta madrugada, 09-09-2012, em Goiânia, Goiás, depois de mais de um mês na UTI, em coma induzido, vítima de pneumonia contraída durante tratamento cirúrgico para retirada de água do crânio (hidrocefalia).
Dom José Rodrigues de Sousa era natural de Paraíba do Sul (RJ), mas viveu a infância e adolescência em Aparecida (SP). Ingressou no Seminário dos Redentoristas em 1938. Na Congregação Redentorista, atuou como formador, nas Santas Missões Populares e como e superior vice-provincial em Goiás. Foi nomeado bispo de Juazeiro (BA) em 1974.
Durante seu episcopado, acompanhou a Comissão Pastoral da Terra e a Pastoral da Juventude do Meio Popular no Regional Nordeste 3 da CNBB. Foi ainda presidente nacional do Conselho Pastoral dos Pescadores. Desde sua renúncia, em 2003, dom José vivia no Convento Redentorista de Trindade (GO).
Ainda em tempos de ditadura, dom José marcou a vida do povo sanfranciscano pela atitude firme e destemida, em defesa dos direitos da população pobre das caatingas, beira do rio e periferias urbanas. As pobres "vítimas do desenvolvimento" (barragem de Sobradinho, projetos de irrigação etc) eram os seus preferidos, como Jesus.

Foi chamado "pequeno grande homem" - e o era! -, mas era mais mesmo o "bispo dos excluídos"!
A informação é do Boletim da CNBB e do sítio Combate ao Racismo Ambiental

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Celebrando os 40 anos do Cimi em Rondônia


CEBI

Celebrando os 40 anos do Cimi em Rondônia

Segunda-feira, 10 de setembro de 2012 - 18h46min
"Segue um comunicado-carta do Encontro do Cimi Rondônia. É bom também partilharmos momentos de alegria em meio à dura caminhada pela vida, justiça e uma nova sociedade com a qual esperamos contribuir, a partir e com os povos indígenas, seus aliados e de todos os que acreditam nas causas inconvencíveis, como sempre os lembra D. Pedro Casaldáliga", escreve Egon Heck, CIMI-MS, ao enviar o texto que publicamos a seguir.
Eis o comunicado.
É tempo de celebração. Tempo de graça, de gratidão, de agradecimento ao Deus da Vida e aos povos indígenas por esses 40 anos de caminhada, de crescimento, de doação e presença solidária junto aos povos primeiros, originários desta terra.

Quando nos dirigimos a Nova Mamoré para nos encontrarmos, refletir e analisar a realidade, a partir da memória perigosa de décadas de luta contra os opressores, dominadores e invasores dos territórios indígenas, ficamos abismados com o cenário de destruição que vem sendo implantado com a construção das duas hidrelétricas - Santo Antonio e Jirau. Repete-se o macabro cenário das quatro décadas de destruição: mata matada, capim semeado, implantando com a pata do boi a civilização desejada. Hoje mudam apenas os projetos, porém a lógica perversa da acumulação e destruição continua a mesma. E as principais vítimas são novamente os povos indígenas, com seus territórios negados ou invadidos e saqueados.


Celebrando o testemunho, sangue derramado e presença solidária
D. Benedito Araujo, bispo de Guajará Mirim, presidiu a celebração na Igreja São Francisco de Nova Mamoré. Igreja lotada. Pela primeira vez mais de trinta indígenas Wari, que são desta região, estiveram nos primeiros lugares da igreja. Tocaram sua flauta (hiruroi) e wakam (tambores). D. Bendito pediu perdão a Deus pelas vezes que a igreja foi omissa ou conivente, pelas vezes que os cristãos foram algozes e não irmãos solidários desses povos. Falou dos grandes projetos que continuam sendo implantados sobre os cadáveres dos povos que ali viviam e que continuam sendo impactados e desrespeitados em seus direitos e sua dignidade.

Também falou da importância de celebrar os 40 anos do Cimi, que possibilitou uma presença missionária profética,solidária,libertadora junto aos povos indígenas na região e em todo o país. Ao lembrar a responsabilidade de todos os cristãos pela ação missionária solidária e respeitosa com esses povos, pediu a Deus que nos livre dos preconceitos, dos conflitos, dos projetos de morte e de toda sorte de males que trazem injustiça e opressão.

Nós missionários do regional Rondônia e participantes nesta XXVII assembleia também externamos nosso sentimento de carinho e apoio solidário a esses povos, dos quais tanto aprendemos e que infelizmente continuam sendo tratados com descaso, preconceito ou racismo.


Rondônia que sonhamos
De povos felizes se respeitando, convivendo e se enriquecendo com os valores, sabedorias e conhecimentos partilhados. Com a natureza respeitada, convivendo com a pluralidade da vida semeada por Deus e que não deve ser destruída pela primazia do boi, da soja ou da cana. Essa Rondônia queremos construir com os povos indígenas e todos aqueles que atingidos e explorados pelos grandes projetos, com o acelerador de morte e destruição, implantado pelo atual modelo de desenvolvimento.

As constantes ameaças e violência sofrida pelo povos indígenas e nos últimos meses tendo-se intensificado contra o povo Kaxarari, localizados em Extrema - RO, que depois de muitas ameaças por parte dos fazendeiros e madeireiros que ilegalmente invadem seus territórios e não contentes com a ampliação do território, tem tomado proporção perversa, com o recente assassinato anunciado de João Kaxarari, sem que as FUNAI e Policia Federal e autoridades tomassem providencias para as constantes ameaças de morte que os lideres deste povo vem sofrendo, mesmo sendo notificados pelo povo, sobre as constantes ameaças de morte.
Nova Mamoré, 05 de Setembro de 2012.

Conselho Indigenista Missionário - Regional Rondonia
Instituto Humanitas Unisinos 
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Como seguir Jesus (Mc 8,27-35) - Mesters e Lopes


CEBI

Como seguir Jesus (Mc 8,27-35) - Mesters e Lopes

Terça-feira, 11 de setembro de 2012 - 20h52min
COMO SEGUIR JESUS
MARCOS 8, 27-35
Texto extraido do livro ''CAMINHANDO COM JESUS'' - Círculos Bíblicos do Evangelho de Marcos - Coleção A Palavra na Vida 184/185. CEBI Publicações. Mais informações em vendas@cebi.org.br
ABRIR OS OLHOS PARA VER
O texto de hoje descreve a cegueira de Pedro que não entende a proposta de Jesus quando este fala do sofrimento e da cruz. Pedro aceita Jesus como messias, mas não como messias sofredor. Ele está influenciado pela propaganda do governo da época que só falava do messias como rei glorioso. Pedro parecia cego. Não enxergava nada e ainda queria que Jesus fosse como ele, Pedro, o queria. Vamos conversar sobre isto!
SITUANDO
No início deste quarto bloco estão a cura de um cego - Mc 8,22-26 -, o anúncio da cruz e a explicação do seu significado para a vida dos discípulos - Mc 8, 27 a 9,1. A cura do cego foi difícil. Jesus teve que realizá-la em duas etapas. Igualmente difícil foi a cura da cegueira dos discípulos. Jesus teve que fazer uma longa explicação a respeito do significado da cruz para ajudá-los a enxergar, pois era a cruz que estava provocando neles a cegueira.
Nos anos 70, quando Marcos escreveu, a situação das comunidades não era fácil. Havia muito sofrimento, muitas cruzes. Seis anos antes, em 64, o imperador Nero tinha decretado a primeira grande perseguição, matando muitos cristãos. Em 70, na Palestina, Jerusalém estava sendo destruída pelos romanos. Nos outros países, estava começando uma tensão forte entre judeus convertidos e judeus não-convertidos. A dificuldade maior era a cruz de Jesus. Os judeus achavam que um crucificado não podia ser o messias tão esperado pelo povo, pois a lei afirmava que todo crucificado devia ser considerado como um maldito de Deus (Dt 21,22-23).
COMENTANDO
Marcos 8, 27-30: VER - levantamento da realidade
Jesus perguntou: ''Quem diz o povo que eu sou?'' Eles responderam relatando as várias opiniões do povo: ''João Batista'', ''Elias ou um dos profetas''. Depois de ouvir as opiniões dos outros, Jesus perguntou: ''E vocês, quem dizem que eu sou?'' Pedro respondeu: ''Tu és o Cristo, o Messias''. Isto é, és aquele que o povo está esperando. Jesus concordou com Pedro, mas proibiu de falar sobre isso ao povo. Por que Jesus proibiu? É que naquele tempo, todos esperavam a vinda do messias, mas cada um do seu jeito: uns como rei, outros como sacerdote, doutor, guerreiro, juiz ou profeta. Ninguém parecia estar esperando o messias servidor, anunciado por Isaías (Is 42,1-9).
Marcos 8,31-33: JULGAR - esclarecendo a situação - primeiro anúncio da paixão
Jesus começa a ensinar que ele é o Messias Servidor e afirma que, como o Messias Servidor anunciado por Isaías, será preso e morto no exercício da sua missão de justiça. Pedro leva um susto, chama Jesus de lado para desconcertá-lo. E Jesus responde a Pedro: ''Vá embora, Satanás''. Você não pensa as coisas de Deus, mas as dos homens''. Pedro pensava ter dado a resposta certa. De fato, ele disse a palavra certa ''Tu és o Cristo''. Mas não lhe deu o sentido certo. Pedro não entendeu Jesus. Era como o cego de Betsaida. Trocava gente por árvore. A resposta de Jesus foi duríssima ''Vá embora, Satanás''. Satanás é uma palavra hebraica que significa acusador, aquele que afasta os outros do caminho de Deus. Jesus não permite que alguém o afaste da sua missão.
Marcos 8, 34-47 - AGIR - condições para seguir
Jesus tira as conclusões que valem até hoje - Quem quiser vir após mim tome sua cruz e siga-me. Naquele tempo, a cruz era a pena de morte que o Império Romano impunha aos marginais. Tomar a cruz e carregá-la atrás de Jesus era o mesmo que aceitar ser marginalizado pelo sistema injusto que legitimava a injustiça. A cruz não é fatalismo, nem é exigência do Pai. A cruz é a consequência do compromisso livremente assumido por Jesus de revelar a Boa Nova de que Deus é Pai e que, portanto, todos e todas devem ser aceitos e tratados como irmãos e irmãs. Por causa deste anúncio revolucionário, ele foi perseguido e não teve medo de dar a sua vida. Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão.

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A Igreja anglicana planeja nomear um presidente


A Igreja anglicana planeja nomear um presidente

Terça-feira, 11 de setembro de 2012 - 20h57min
por A reportagem é publicada pelo sítio Religión Digital
A Igreja anglicana estuda instituir uma nova "figura presidencial" que compartilhe as tarefas de direção do coletivo, segundo afirma o atual primaz anglicano e arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, numa entrevista publicada pelo "Daily Telegraph".
Williams, que se aposentará do cargo no próximo mês de dezembro, disse que os trabalhos de administração da Igreja anglicana, que possui cerca de 77 milhões de fiéis no mundo, são muito amplos para apenas uma pessoa.

Por este motivo, estuda-se criar a figura de um presidente que se ocupe das tarefas administrativas e de representação, em todo o mundo, de forma que os futuros arcebispos da Cantuária possam centrar-se em facilitar a liderança espiritual e em guiar a Igreja da Inglaterra.

Em suas declarações, o arcebispo admite que, ao longo de dez anos como primaz, cometeu "erros", e reconhece que talvez não tenha feito o suficiente para evitar uma cisão dentro do credo anglicano, devido ao assunto da ordenação de padres homossexuais, que causou a separação de igrejas anglicanas.

O arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, admitiu que a Igreja anglicana cometeu falhas em relação a proteção de menores que sofreram abusos sexuais, durante duas décadas, na diocese de Chichester (sudeste da Inglaterra). O primaz da Igreja anglicana, que ordenou uma investigação em fins de 2011, sobre esses casos, "confirma que houve muitas falhas continuadas na implementação de uma política de proteção sólida e credível". "Ficou claro que muitas vidas ficaram arruinadas", apesar de que "alguns buscaram justiça por meio dos tribunais", apontou o documento.

O arcebispo ressaltou que os casos de abusos de menores, em Chichester, são "específicos" dessa diocese, embora sublinhou que carreguem "lições para o resto da Igreja anglicana aprender".

O ex-bispo de Chelmsford, John Gladwin, e o chanceler Rupert Bursell, advogado da Igreja, foram os encarregados de efetuar uma investigação que analisou os motivos pelos quais dois padres envolvidos em casos de pedofilia, entre os anos 1980 e 1990 (Roy Cotton e Colin Pritchard), foram autorizados a continuar em seus postos de trabalho.

"O dano permanente que foi causado é algo que nenhum de nós pode ignorar. Espero que elas (as vítimas) saibam que nós tomamos sua experiência com a máxima seriedade. Devemos-lhes não apenas palavras de desculpa, mas também nosso mais profundo esforço para assegurarmos que nossas igrejas são lugares seguros para as crianças", ressaltou o arcebispo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Morte do cardeal Martini: primeira página na imprensa de todo o mundo


Morte do cardeal Martini: primeira página na imprensa de todo o mundo

Quarta-feira, 5 de setembro de 2012 - 18h55min
por A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital
Ele jamais chegou a ser papa, mas o cardeal Martini foi tratado como tal durante décadas. E a sua morte foi um fiel reflexo da repercussão midiática, política e social que as suas palavras e os seus gestos tiveram em vida. Milhões de pessoas em todo o mundo acompanharam a transmissão do seu funeral, e mais de 200 mil fiéis prestaram suas últimas homenagens perante o seu caixão. Algo que só é comparável, nos últimos anos, ao falecimento de João Paulo II.
Todos os meios de comunicação dedicaram diversas páginas à vida, à obra e aos últimos dias daquele que foi arcebispo de Milão entre 1979 e 2000, e é considerado por muitos como uma porta para a esperança de uma Igreja mais progressista e próxima das alegrias e das sombras do momento atual. Especialmente significativa foi a entrevista póstuma publicada no domingo passado pelo jornal Corriere, em que Martini denunciava que a Igreja está "200 anos atrás" e que "deve reconhecer os próprios erros e deve percorrer um caminho radical de mudança, começando pelo papa e pelos bispos".

Le Monde, BBC, The New York Times, El País, Frankfurter Allgemeine Zeitung, CNN, Al Jazeera... os principais canais de comunicação informaram com profusão sobre todos os detalhes de um emotivo e multitudinário funeral, que contou com a presença do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, e autoridades de vários países, e com uma mensagem de Bento XVI ao falecido, a quem qualificou como "um incansável servidor do Evangelho". De todos os cantos da Terra chegaram pêsames e coroas de flores até o Duomo de Milão, transformado durante esses dias em "outro" Vaticano.

Evidentemente, Martini não foi nem nunca quis ser um "antipapa", nem o antagonista de João Paulo II (foi Wojtyla quem o nomeou cardeal e quem o designou para a sede de Milão, a maior diocese do mundo) ou de Bento XVI. Aqueles que pretendem levantar uma separação radical entre os dois modelos de Igreja se equivocam, pois não são incompatíveis, assim como a própria Igreja é poliédrica (e, por conseguinte, católica).

Martini foi um cardeal da Igreja Católica, não foi um heterodoxo nem muito menos um herege, mas expressou, sim, com liberdade evangélica, as suas opiniões sobre temas que, ainda hoje, são fortemente discutíveis, do celibato sacerdotal à necessidade de uma Igreja mais envolvida no mundo, mais próxima do "barro" do sofrimento e dos oprimidos. Um incontestável defensor do Concílio Vaticano II, que, paradoxalmente, morreu poucas semanas antes da inauguração do Ano da Fé e dos faustos em memória do 50º aniversário da sua convocação.

Dizem que ele renunciou à possibilidade de ser papa durante o último conclave. O certo é que, no ano 2000, quando foi aceita a sua renúncia, ele se retirou para Jerusalém, para viver o mais próximo possível do espírito do Ressuscitado. Seus últimos momentos, além disso, foram um exemplo de aceitação da vida e daquela parte dela que é a morte, ao rejeitar a obstinação terapêutica.

Mas nem por isso deixou de dar mensagens enquanto o Parkinson lhe permitiu, ou de fazer gestos de apoio a Bento XVI em seus maus momentos. Prova disso foi a sua presença, já em cadeira de rodas, há poucos meses, quando Ratzinger se apresentou em Milão, em pleno escândalo do "Vatileaks". O seu apoio ao papa sempre foi inquebrantável e um exemplo a mais para aqueles que não entendem que a fidelidade não tem por que implicar a obediência cega ou a perda da capacidade de opinar.

Documento do CMI destaca papel da Igreja na criação


Documento do CMI destaca papel da Igreja na criação

Quinta-feira, 6 de setembro de 2012 - 19h38min
por Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
A Igreja é a "ante-sala da nova criação" e é chamada para anunciar a boa nova do Reino de Deus, de justiça, paz e amor, expressa o esboço do documento que o Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas levará como proposta para a sua X Assembleia Geral, agendada para o próximo ano, em Busan, na Coréia do Sul.
A declaração começa com uma reflexão sobre experiência da tensão entre esperança e desespero no mundo, insta à afirmação do dom da unidade de Deus e que deem uma resposta renovada ao apelo de tornar a unidade mais visível na Igreja e em toda a criação.
O secretário geral do CMI, pastor Olav Fykse Tveit, disse que a declaração sobre a unidade contribui de maneira significativa ao tema da X Assembléia, que se reunirá sob o tema "Deus de vida, conduz-nos à justiça e a paz"."Somos chamados a colocá-lo em prática na vida das pessoas no contexto em que vivemos, na criação", agregou.
A moderadora do grupo de redação do documento, Mary Tanner, disse que chegaram a compreender uma verdadeira visão holística da unidade. O grupo detectou "a necessidade de seguir com um programa integral, um programa no qual as diferentes partes sempre se desafiem, se iluminem e contribuam para a grande visão bíblica da unidade".
Isso foi o que"aprendemos dos caminhos percorridos no movimento ecumênico", e que deve ser relembrado de novo para essa geração, afirmou Tanner. O Comitê Central é o principal órgão reitor do CMI entre as assembléias e representa as 349 igrejas membros. Encontra-se a cada 18 meses e atualmente está reunido na Academia Ortodoxa de Creta,  em Kolympari, Grécia.

Patriarca russo não descarta reunião com Bento XVI


Patriarca russo não descarta reunião com Bento XVI

Quinta-feira, 6 de setembro de 2012 - 19h47min
por A reportagem é publicada pelo sítio Religión Digital
O patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Kiril, declarou que em "algum momento" poderia se reunir com o papa Bento XVI, embora tanto a Igreja ortodoxa russa como a católica devessem dar certos passos para que este encontro se torne possível.
"Não descarto a possibilidade de me reunir em algum momento com o Papa, embora tenhamos que fazer um longo caminho para que este encontro seja possível", afirmou o hierarca máximo da Igreja russa, numa entrevista concedida a imprensa japonesa diante de sua próxima viagem ao Japão.

Segundo Kiril, a Igreja ortodoxa russa e a Igreja católica têm hoje em dia "numerosos pontos em comum", sobretudo em questões que importam à sociedade atual, como a "família, o matrimônio, o nascimento dos filhos, a bioética ou a defesa dos valores cristãos na Europa".

O Patriarca destacou que os cristãos, agora, estão se tornando uma "minoria perseguida", que se tenta expulsar da vida social da Europa e de outros continentes. "Juntos defendemos a necessidade de preservar os valores cristãos na atual sociedade europeia, e na cultura moderna. Por isso, temos muito em comum e por meio destes pontos comuns desenvolvemos o diálogo", resumiu.

Estado a serviço da nação


CEBI

Estado a serviço da nação - Dom Demétrio Valentini

Quinta-feira, 6 de setembro de 2012 - 20h01min
Vai para quase vinte anos o Grito dos Excluídos. Lançado pela primeira vez em 1995, daí por diante compareceu, anualmente, por ocasião da Semana da Pátria, no seu dia mais emblemático, o Sete de Setembro. Neste ano não podia ser diferente. E com um apelo bem claro e consistente: "Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda a população".
O Grito tem endereço certo, e proposta operativa. Trata-se do Estado, e de sua verdadeira finalidade. Diante de afirmação contundente e propositiva, convém de imediato uma explicação conceitual. Pois ao se falar de "Estado" podemos estar supondo coisas diferentes, embora parecidas.
A palavra "Estado" pode ter uso exclusivo no singular, ou uso diverso no plural. No plural, por exemplo, nos referimos aos estados brasileiros, que na prática já são vinte e sete, cada um com seu nome.
Quando falamos de "Estado", no singular, queremos nos reportar ao "aparato organizativo", que é montado para servir de instrumento para regular os serviços públicos da sociedade onde vivemos. Referimo-nos, então, à maneira como é montado este aparato, que assume destinação política, se reveste de corporação jurídica, se estrutura para agir em favor de quem ele se coloca a serviço.
Vai daí que então o Estado se molda de acordo com aquilo que fazemos dele. E ele vai ficando do jeito como ele é conduzido, ou até do jeito como ele não é conduzido, mas deixado para que aja até contra os interesses de quem deveria mantê-lo dentro de suas finalidades verdadeiras.
Estas breves observações nos motivam a conferir como anda o "Estado Brasileiro", como ele foi pensado, como ele foi estruturado, a serviço de quem ele está atuando. O questionamento sobre o Estado Brasileiro é lançado pelo Grito dos Excluídos, mas também é feito no âmbito mais vasto de uma nova "Semana Social" que a CNBB está incentivando.
A proposta desafiadora é conferir "que Estado nós temos", para ver "que Estado nós queremos". O Grito não perde tempo, e vai direto à sua postulação. Mas isto não deixa de exigir que se faça uma reflexão com mais tempo e profundidade, sobre este assunto que se mostra mais do que atual, pois ele é urgente.
Para ir provocando a reflexão, daria para traçar o perfil aproximado do Estado Brasileiro. Suas pinceladas não são nada animadoras. Tanto mais nos sentimos provocados a construir "O Estado que queremos".
Em primeiro lugar, olhando "O Estado que temos", constatamos uma marca registrada persistente e arraigada. É um Estado "patrimonialista". A palavra logo acena para o "patrimônio", nos ajudando a perceber que o Estado privilegia o patrimônio como o valor maior que ele tem a promover e a defender. Mas aplicada esta palavra ao "Estado que nós temos" faz também pensar numa das distorções mais frequentes que acontece com o Estado, quando ele é manobrado para favorecer o patrimônio de quem ocupa as suas funções!
O nosso Estado pode também ser chamado de "clientelista", na medida em que ele se coloca a serviço, não de toda a população, mais de uma classe privilegiada. E quando olhamos a maneira como os poderes de que se reveste um Estado para bem servir, se em vez de servir ele começa a ameaçar aqueles a quem ele deveria se destinar, o Estado assume o caráter autoritário. Quando esta atitude equivocada assume ares absolutistas, o Estado vira suporte da ditadura.
Se é legítimo colocar o Estado a serviço do verdadeiro desenvolvimento, se ele o promove em detrimento da justiça social e ignorando os cuidados para a sua sustentabilidade, o Estado pode ser apelidado de "desenvolvimentista". Partindo destas breves constatações, nos damos conta como precisamos, sempre de novo, conferir como deveríamos controlar o Estado, para que esteja de fato a serviço de toda a população!
 
Adital

Falecimento de meu pai

Meu pai veio a falecer nesta data no Rio de janeiro e deverá ser cremado na quarta feira. durante a semana devo escrever algo e me pronunciar com mais detalhes e reflexões. Fazia tempo que estava doente, a meses internado em UTI. Cremos no Deus salvador que nos encontra amorosamente no fim desta jornada que vamos tecendo por entre as pessoas a tocar os corações e plantar eternidades.
Peço a todos orações por minha familia, que possam reconhecer as mãos do senhor também nestes dias e por meu pai Pio Cesar de Lobão Portellada. a missa de uma semana será celebrada no próximo domingo as 10:30 horas na Paróquia Anglicana da Santa Cruz situada a Rua Borges Lagoa 172 na Vila Clementino, perto do metro Santa Cruz.

sábado, 8 de setembro de 2012

Homilia do dia 09 09 2012


Tivemos a honra de participar do Concilio da diocese de são Paulo da Igreja Anglicana que se encerrou neste sábado, onde foi eleito o Sr. Reverendo Flavio Irala para ser o novo bispo de nossa diocese, em substituição ao Sr. Reverendíssimo bispo Dom Roger Bird que em janeiro se aposenta. Esperamos que o Espirito Santo de Deus esteja a seu lado iluminando seus passos, para que possamos servir com alegria e devoção ao Senhor por todos os recantos em que passarmos.
Meus irmãos, minhas irmãs,
A Palavra de Deus nos fala hoje para sermos fortes, mesmo em uma situação de dificuldade. Foi escrita em um momento de extrema dificuldade na história do povo de Israel, no pós-exílio, como povo dominado e explorado e pedia uma atitude de esperança perseverante.
Na belíssima carta de Tiago Deus nos fala com simplicidade que o caminho do Senhor está escrito numa lei que é liberdade porque construída com amor, com escuta e acolhimento do outro e do diferente. A liberdade é construída com a doçura do amor e do testemunho do cuidado mútuo, do serviço, da fraternidade. O texto exemplifica nos falando da caridade e ponderação no falar, mas também no socorrer os órfãos e viúvas em aflição e dor.
Queridos, o evangelho deste dia nos fala de um surdo que falava com dificuldade que foi curado por Jesus. Pediram para que Jesus o curasse no meio do povo, por imposição das mãos. Jesus o faz de forma discreta, sem agir no meio de todos, sem deixar marcas e espetáculos. Jesus o afastou da multidão, olhou dentro dos seus olhos – em plena relação e comunhão amorosa. Jesus ainda insistiu para que não falasse nada a ninguém. Fez isto, segundo os biblistas, pois não quer que o identifiquem com um projeto messiânico de caráter davídico – em que o messias seria um rei poderoso como Davi, mas como vai paulatinamente desvelando por todo o Evangelho de Marcos, como um Deus servo sofredor. O toque de Jesus, a experiência direta com Ele – ontem como hoje – pode e deve fazer com que nos deliciemos em falar, cantar e testemunhar Seu amor, com atos, palavras e a entrega de toda a nossa vida.
Ocorre, porém, que isto só é possível se nos afastarmos da multidão, do burburinho, da agitação, do consumismo, da liquidez que faz escorrer a vida e a nossa humanidade. É preciso nos retirarmos do mundo insensato do poder, da arrogância, da “felicidade” comprada e vazia. É preciso cultivarmos o silêncio, silêncio em que se faz o vazio para que Deus nos fale e possamos ouvir. Ouvir Sua voz, vermos a concretude de Sua presença, nos deixarmos tocar, abraçar, acolher. Sentir nossa pequenez, nossa fragilidade, nossas dificuldades bem concretas e humanas.
Mergulharmos.
Permitir que Deus nos olhe, ampare e use para Seu serviço sabendo que Sua graça nos conquistou e haverá de guiar os passos de Sua Igreja, de seus amigos, de seus íntimos, pois são, em última instância, os Seus passos.
Que neste momento solene e auspicioso de renovação de nossa Igreja, que cada um e cada uma renove em sua vida seu encontro com o Cristo, que nossos encontros e vínculos celebrem Sua vinda, Sua presença em nosso meio, em especial pela presença do santo Espírito e da Santa Eucaristia.
Que tenhamos a graça e a proteção Dele para renovarmos a cada dia o amor e a paixão pelo Seu caminho, Sua Palavra, Seu agir.

Cardeal Martini: A Igreja retrocedeu 200 anos. Por que temos medo?


CEBI

Cardeal Martini: A Igreja retrocedeu 200 anos. Por que temos medo?

Terça-feira, 4 de setembro de 2012 - 20h18min
O padre Georg Sporschill, o coirmão jesuíta que entrevistou o cardeal em Diálogos noturnos em Jerusalém, e Federica Radice se encontraram com Martini no dia 8 de agosto: "Uma espécie de testamento espiritual. O cardeal Martini leu e aprovou o texto". A entrevista é de Georg Sporschill e Federica Radice Fossati Confalonieri, publicada no jornal Corriere della Sera, 01-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


Eis a entrevista.

Como o senhor vê a situação da Igreja?


A Igreja está cansada na Europa do bem-estar e na América. A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes, as nossas casas religiosas estão vazias, e o aparato burocrático da Igreja aumenta, os nossos ritos e os nossos hábitos são pomposos. Essas coisas expressam o que nós somos hoje? (...)
O bem-estar pesa. Nós nos encontramos como o jovem rico que, triste, foi embora quando Jesus o chamou para fazer com que ele se tornasse seu discípulo. Eu sei que não podemos deixar tudo com facilidade. Menos ainda, porém, poderemos buscar pessoas que sejam livres e mais próximas do próximo, como foram o bispo Romero e os mártires jesuítas de El Salvador. Onde estão entre nós os nossos heróis para nos inspirar? Por nenhuma razão devemos limitá-los com os vínculos da instituição.

Quem pode ajudar a Igreja hoje?

O padre Karl Rahner usava de bom grado a imagem das brasas que se escondem sob as cinzas. Eu vejo na Igreja de hoje tantas cinzas sobre as brasas que muitas vezes me assola uma sensação de impotência. Como se pode livrar as brasas das cinzas de modo a revigorar a chama do amor? Em primeiro lugar, devemos procurar essas brasas. Onde estão as pessoas individuais cheias de generosidade como o bom samaritano? Que têm fé como o centurião romano? Que são entusiastas como João Batista? Que ousam o novo como Paulo? Que são fiéis como Maria de Mágdala? Eu aconselho o papa e os bispos a procurar 12 pessoas fora da linha para os postos de direção. Pessoas que estejam perto dos pobres e que estejam cercadas por jovens e que experimentam coisas novas. Precisamos do confronto com pessoas que ardem, de modo que o espírito pode se difundir por toda parte.

Que instrumentos o senhor aconselha contra o cansaço da Igreja?

Eu aconselho três instrumentos muito fortes. O primeiro é a conversão: a Igreja deve reconhecer os próprios erros e deve percorrer um caminho radical de mudança, começando pelo papa e pelos bispos. Os escândalos da pedofilia nos levam a tomar um caminho de conversão. As questões sobre a sexualidade e sobre todos os temas que envolvem o corpo são um exemplo disso. Estes são importantes para todos e, às vezes, talvez, são até importantes demais. Devemos nos perguntar se as pessoas ainda ouvem os conselhos da Igreja em matéria sexual. A Igreja ainda é uma autoridade de referência nesse campo ou somente uma caricatura na mídia?

O segundo é a Palavra de Deus. O Concílio Vaticano II restituiu a Bíblia aos católicos. (...) Somente quem percebe no seu coração essa Palavra pode fazer parte daqueles que ajudarão a renovação da Igreja e saberão responder às perguntas pessoais com uma escolha justa. A Palavra de Deus é simples e busca como companheiro um coração que escute (...). Nem o clero nem o Direito eclesial podem substituir a interioridade do ser humano. Todas as regras externas, as leis, os dogmas nos foram dados para esclarecer a voz interior e para o discernimento dos espíritos.

Para quem são os sacramentos? Estes são o terceiro instrumento de cura. Os sacramentos não são uma ferramenta para a disciplina, mas sim uma ajuda para as pessoas nos momentos do caminho e nas fraquezas da vida. Levamos os sacramentos às pessoas que precisam de uma nova força? Eu penso em todos os divorciados e nos casais em segunda união, nas famílias ampliadas. Eles precisam de uma proteção especial. A Igreja sustenta a indissolubilidade do matrimônio. É uma graça quando um casamento e uma família conseguem isso (...).

A atitude que temos com relação às famílias ampliadas irá determinar a aproximação à Igreja da geração dos filhos. Uma mulher foi abandonada pelo marido e encontra um novo companheiro que cuida dela e dos seus três filhos. O segundo amor prospera. Se essa família for discriminada, não só a mãe é cortada fora, mas também os seus filhos. Se os pais se sentem fora da Igreja, ou não sentem o seu apoio, a Igreja perderá a geração futura. Antes da Comunhão, nós rezamos: "Senhor, eu não sou digno...". Nós sabemos que não somos dignos (...). O amor é graça. O amor é um dom. A questão sobre se os divorciados podem comungar deve ser invertida. Como a Igreja pode ajudar com a força dos sacramentos aqueles que têm situações familiares complexas?

O que o senhor faz pessoalmente?

A Igreja ficou 200 anos para trás. Como é possível que ela não se sacuda? Temos medo? Medo ao invés de coragem? No entanto, a fé é o fundamento da Igreja. A fé, a confiança, a coragem. Eu sou velho e doente e dependo da ajuda dos outros. As pessoas boas ao meu redor me fazem sentir o amor. Esse amor é mais forte do que o sentimento de desconfiança que às vezes eu percebo com relação à Igreja na Europa. Só o amor vence o cansaço. Deus é Amor. Eu ainda tenho uma pergunta para você: o que você pode fazer pela Igreja?
A entrevista é de Georg Sporschill e Federica Radice Fossati Confalonieri

domingo, 2 de setembro de 2012

Pronunciamiento de las organizaciones indígenas del Amazonas sobre masacre Yanomami

Pronunciamiento de las organizaciones indígenas del Amazonas sobre masacre Yanomami

 by Grupo Hannah Arendt - Brasil
En el día de 27 de Agosto de 2012, nosotros, pueblos y comunidades indígenas de la Amazonía venezolana, agrupados en la Coordinación de Organizaciones Indígenas de Amazonas (COIAM), representados por la Organización Regional de Pueblos Indígenas de Amazonas (ORPIA), la Organización Indígena Piaroa Unidos del Sipapo (OIPUS), la Organización Ye´kuana del Alto Ventuari (KUYUNU), la Organización Indígena Jivi Kalievirrinae (OPIJKA), la Organización Yanomami (HORONAMI), la Organización Mujeres Indígenas de Amazonas (OMIDA), la Organización de Comunidades indígenas Huôttuja del Sector Parhuaza (OCIUSPA), la Asociación de Maestros Piaroa (Madoya Huarijja), La Organización Piaroa del Cataniapo “Reyö Aje”, la Organización Indígena de Río Negro (UCIABYRN), la Organización Piaroa de Manapiare, la Organización Ye´kuana del Alto Orinoco (KUYUJANI Originario), el Movimiento Político Pueblo Unido Multiétnico de Amazonas (PUAMA), reunidos en Puerto Ayacucho, queremos realizar el siguiente pronunciamiento sobre la NUEVA MASACRE DE INDÍGENAS YANOMAMI ocurrida en la comunidad IROTATHERI, Municipio Alto Orinoco, cometida por mineros ilegales provenientes de Brasil y cuya información fue suministrada por sobrevivientes y testigos durante el mes de agosto de 2012:
1.- Nos solidarizamos con el pueblo Yanomami en Venezuela y su organización HORONAMI, quien ha sido víctima en el mes de julio 2012, de una NUEVA MASACRE OCURRIDA EN LA COMUNIDAD IROTATHERI, ubicada en las cabeceras del río Ocamo, Municipio Alto Orinoco y área de influencia de varias comunidades Yanomami como son MOMOI, HOKOMAWE, USHISHIWE y TORAPIWEI, las cuales vienen siendo agredidas e invadidas por mineros ilegales provenientes de Brasil (GARIMPEIROS) desde hace más de 04 años.
2.- Lamentamos profundamente este nuevo ataque violento contra el pueblo Yanomami, en el cual habría muerto un número indeterminado de personas, con 03 sobrevivientes en una comunidad (shapono) de aproximadamente 80 indígenas Yanomami en el Alto Ocamo, la cual fue quemada y agredida con armas de fuego y explosivos según testimonios de los sobrevivientes y testigos que se trasladaron a la comunidad de Parima “B” entre el 15 y el 20 de agosto de 2012, donde trasmitieron el trágico testimonio a miembros de la organización HORONAMI y autoridades venezolanas de la 52 Brigada del Ejército y el Centro Amazónico de Investigación y Control de Enfermedades Tropicales (CAICET).
3.- Expresamos nuestra preocupación debido a que desde el año 2009, se viene informado a varios órganos del Estado venezolano sobre la presencia de GARIMPEIROS en el Alto Ocamo y sobre diversas agresiones contra las comunidades de MOMOI y HOKOMAWE quienes fueron víctimas de violencia física, amenazas, uso de mujeres y contaminación del agua por mercurio con saldo de varios Yanomami muertos y sin haber TOMADO MEDIDAS EFECTIVAS PARA DESALOJAR A LOS GARIMPEIROS DE LA ZONA y diseñar un plan de control y vigilancia sobre su entrada cíclica en la zona, en momentos en que hay reportes del aumento de la actividad minera ilegal en toda la Amazonía brasileña.
4.- Esta situación no sólo afecta los derechos a la VIDA, LA INTEGRIDAD FÍSICA y LA SALUD DEL PUEBLO YANOMAMI, sino que constituye un nuevo genocidio y una nueva amenaza a la sobrevivencia física y cultural de los Yanomami, en un momento en que se cumplen en el año 2013, veinte (20) años de la Masacre de HAXIMÚ en la que fueron asesinados 16 mujeres, niños y ancianos.
5.- Solicitamos al Gobierno Nacional y a los demás órganos del Estado venezolano la realización de una INVESTIGACIÓN JUDICIAL URGENTE, el TRASLADO INMEDIATO HASTA EL LUGAR DE LOS HECHOS y LA ADOPCIÓN DE MEDIDAS BILATERALES CON BRASIL para controlar y vigilar la entrada de garimpeiros en el ALTO OCAMO, lugar de la masacre  y con presencia de Yanomami amenazados por la acción incontrolada de mineros ilegales (garimpeiros). Recordamos que la omisión de investigar y tomar medidas eficaces como en el caso de HAXIMÚ, podría comprometer la responsabilidad internacional del Estado venezolano, por permitir que agentes externos agredan a nacionales venezolanos en su territorio.
Organización Regional de Pueblos Indígenas de Amazonas (ORPIA)
Organización Indígena Piaroa Unidos del Sipapo (OIPUS)
Organización Ye´kuana del Alto Ventuari (KUYUNU)
Organización Indígena Jivi Kalievirrinae (OPIJKA)
Organización Yanomami (HORONAMI)
Organización Mujeres Indígenas de Amazonas (OMIDA)
Organización de Comunidades indígenas Huôttuja del Sector Parhuaza (OCIUSPA)
Asociación de Maestros Piaroa (Madoya Huarijja)
Organización Yekuana del Alto Orinoco (KUYUJANI Originario)
Organización Piaroa del Cataniapo “Reyö Aje”
Organización Indígena de Río Negro (UCIABYRN)
Organización Piaroa de Manapiare,
Organización Yabarana del Parucito (OIYAPAM)
Movimiento Político Pueblo Unido Multiétnico de Amazonas (PUAMA)


José Gregorio Díaz Mirabal
Vice-Coordinador CONIVE

Guillermo Guevara
(Constituyente Indígena 1999)

Organizações indígenas venezuelanas denunciam novo genocídio de Yanomami por garimpeiros brasileiros

Organizações indígenas venezuelanas denunciam novo genocídio de Yanomami por garimpeiros brasileiros

 byGrupo Hannah Arendt - Brasil
O relato está baseado no depoimento de três sobreviventes, que estavam na floresta no momento do ataque dos garimpeiros contra a casa coletiva da comunidade Irotatheri, na fronteira do Brasil com a Venezuela. O número de mortos ainda é incerto
fonte: Instituto Socio Ambiental
Depois de 20 anos do massacre realizado por garimpeiros brasileiros contra os Yanomami, no caso conhecido como Massacre de Haximú, três sobreviventes relatam nova barbárie ocorrida em julho deste ano em território venezuelano
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiam), que congrega 13 organizações indígenas da Amazônia Venezuelana, divulgou nesta segunda-feira (28), documento baseado no relato de sobreviventes Yanomami, da comunidade Irotatheri, localizada nas cabeceiras do Rio Ocamo, na fronteira do Brasil com a Venezuela. O relato dá conta de que garimpeiros cercaram a casa coletiva e dispararam contra eles, posteriormente ateando fogo à casa. Os sobreviventes estavam na floresta no momento do ataque. O número de mortos ainda é incerto.
O documento faz referências ás frequentes denúncias dos Yanomami, que têm sido feitas desde 2009 aos diversos órgãos do Estado Venezuelano, sobre a crescente invasão garimpeira e o consequente aumento da violência entre os garimpeiros e os índios. Violência física, ameaças e a contaminação da água por uso de mercúrio causando a morte de vários Yanomami são alguns dos exemplos citados.
No Brasil, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) e o ISA vem alertando para o aumento do garimpo ilegal no território Yanomami , impulsionado pela alta do preço do ouro no mercado internacional. Soma-se a isso ainda a insuficiência das ações governamentais para coibir o garimpo, gerando um recrudescimento da violência entre garimpeiros e os Yanomami, que podeira resultar em um novo massacre de Haximu (saiba mais).
As operações de repressão ao garimpo em Terra Indígena Yanomami aumentaram no Brasil nos últimos dois anos. Em julho último, a Operação Xawara teve como foco a prisão de empresários do garimpo e de não garimpeiros, com resultados mais positivos em relação às ações de combate ocorridas até então. No entanto, estas medidas não foram suficientes para impedir a escalada da violência entre o povo Yanomami e os garimpeiros. Para tanto, é necessário continuar combatendo os empresários do garimpo em uma ação de cooperação binacional, que considere a participação dos Yanomami.
O documento da Coiam solicita ao governo da Venezuela que realize uma investigação urgente, além de adotar medidas bilaterais com o Brasil para controlar e vigiar a entrada de garimpeiros no município de Alto Ocamo, local do massacre. As organizações signatárias do documento lembram ainda que a omissão de investigar e tomar medidas eficazes, como no caso de Haximu em 1993, poderia compromenter a responsabilidade internacional do Estado Venezuelano, por permitir que agentes externos agridam os venezuelanos, no caso os Yanomami, em seu próprio território.

30 de Agosto: desaparecimentos forçados ainda são crimes do presente e ocorrem cotidianamente

30 de Agosto: desaparecimentos forçados ainda são crimes do presente e ocorrem cotidianamente

 by Grupo Hannah Arendt - Brasil
Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Fonte: Adital
Dia 30 de agosto, é celebrado internacionalmente o Dia das Vítimas de Desaparições Forçadas. A data foi oficializada no ano passado pelas Nações Unidas graças à atuação de organizações que lutam para encontrar pessoas sequestradas forçosamente, como Avós da Praça de Maio, da Argentina, e a Federação Latino-americana de Associações de Familiares de Detidos Desaparecidos (Fedefam).
Para lembrar a data, a Anistia Internacional, organização que atua na luta contra esta e várias problemáticas relacionadas à garantia dos direitos humanos, divulgou depoimentos e histórias de famílias de várias partes do mundo que procuram seus entes queridos levados por agentes do Estado ou a mando deles.
Entre elas está o da argentina Victoria Montenegro, que foi sequestrada quando tinha apenas 13 dias de vida. Os pais de Victoria, que era ativistas políticos, foram assassinados em casa, na cidade de Buenos Aires, por um grupo do serviço de inteligência do Exército. Neste mesmo dia ela foi levada e adotada por Hernán Antonio Tetzlaff, que dirigia a ação. Victoria Montenegro se tornou María Sol Tetzlaff Eduartes e só descobriu sua verdadeira identidade 25 anos depois.
Victoria é uma das tantas que foi sequestrada na Argentina quando ainda era um bebê. Para ajudar outras pessoas a descobrirem sua história de vida, surgiu no país a Associação das Mães da Praça de Maio, que já auxiliou 105 homens e mulheres a recuperar sua identidade, e continua atuando para localizar outras centenas.
Histórias como as que ocorreram na Argentina há mais de 35 anos e em outros países da América Latina, sobretudo nas décadas de 1960, 1970 e 1980, continuam a acontecer em várias partes do mundo. A Anistia considera as desaparições forçadas como um crime do presente.
A organização analisa que apesar dos obstáculos foram registrados avanços significativos na investigação e no julgamento das desaparições e de outros abusos contra os direitos humanos cometidos no contexto de regimes militares na AL.
No caso do Brasil, a presidenta Dilma Rousseff criou uma Comissão da Verdade encarregada de investigar as violações de direitos humanos cometidas de 1946 a 1988, o período de ditadura militar. Já no Haiti, após voltar do exílio de 25 anos, o ex-presidente Jean-Claude Duvalier foi alvo de denúncias sobre violações de direitos humanos - entre elas desaparições - apresentadas por vítimas e familiares.
O outro lado da moeda é que, em alguns países, justiça para violações de direitos humanos ainda é uma sonho distante para muitos familiares de vítimas. Suyapa Serrano Cruz, de El Salvador, procura há 30 anos suas irmãs Ernestina e Erlinda, sequestradas em junho de 1982 quando tinham 7 e 3 anos. As meninas foramlevadas por soldados durante operação militar que acontecia nas proximidades.
No caso dos Estados Unidos, o país nem chegou a iniciar investigações sobre os casos de pessoas sequestradas forçosamente sob custódia da CIA no marco da "guerra contra o terror”, iniciada durante o governo de George W. Bush. Neste país também são recorrentes as desaparições de imigrantes da América Central que tentam cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos. Apesar da grande quantidade de denúncias, estes casos também ficam sem investigação.
Na Guatemala, Lucía Cuevas sofre com a falta de respostas sobre o paradeiro de seu irmão, o ativista político Carlos, desaparecido em 1984, e com a falta de justiça no caso de sua cunhada e sobrinho, torturados em assassinados em 1985. Assim como o caso de Carlos, cerca de 200 mil outros foram registrados de 1960 a 1996, período de conflito interno na Guatemala.
Diante da continuidade de crime que lesa os direitos humanos de homens e mulheres em todo o mundo, a Anistia Internacional faz um apelo. "Todos os Estados americanos devem ratificar sem demora a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra as Desaparições Forçadas, reconhecer a competência do Comitê contra a Desaparição Forçada para receber e examinar as comunicações apresentadas pelas vítimas ou em seu nome, e por outros Estados, e incorporar à legislação nacional o disposto na Convenção”.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A grande transformação do campo religioso brasileiro


CEBI

A grande transformação do campo religioso brasileiro

Terça-feira, 28 de agosto de 2012 - 18h02min
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O Censo 2010, recentemente publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE desenha os contornos que apontam para a grande transformação do campo religioso brasileiro. O mapa religioso que emerge desta publicação, já debatido por pesquisadores e pesquisadoras nas páginas diariamente atualizadas do sítio do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, são tema desta edição da IHU On-Line.
O docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião, da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, Faustino Teixeira, comenta que a diminuição da declaração de crença católica vem se acentuando há mais tempo. Para Pierre Sanchis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, é das religiões tradicionais que as pessoas tendem a se afastar.
Já para o professor titular do PPG em Ciências Sociais da Unisinos, José Rogério Lopes, as religiões no Brasil tendem a compor futuramente um campo complexo e difuso de filiações e trânsitos dos fiéis entre elas, com tendências ao acirramento da concorrência religiosa.
O professor titular da Universidade Metodista de São Paulo - Umesp, Leonildo Silveira Campos, por sua vez, acredita que talvez os evangélicos não determinados sejam uma expressão dos "desigrejados" que nos EUA ou Europa são muitos, nestes tempos de individualismo e de formação de um rebanho virtual.
Monica Grin, professora do Departamento de História e da Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e Michel Gherman, doutorando no Programa de História Social na UFRJ, avaliam que o censo de 2010 revela um crescimento da população judaica no Brasil.
Já o professor sênior do Departamento de Sociologia da USP, José Reginaldo Prandi, acredita que as religiões afro-brasileiras possuem participação na cultura nacional não religiosa.
Frank Usarski, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, por sua vez, avalia que, baseado nos dados disponíveis, pode-se dizer que em números absolutos, entre 2000 e 2010, houve um crescimento de brasileiros que se declaram budistas.
Para Bernardo Lewgoy, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o espiritismo é invocado como recurso terapêutico em situações de crise pessoal, como doenças, separações, perdas, desemprego, etc.
Renata Menezes, por sua vez, analisa que o censo é uma fotografia da autodeclaração religiosa em determinado contexto. Por fim, a professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, Cecilia Loreto Mariz, frisa que, além de Rondônia, que já se destacou no último censo como o estado mais pentecostal, o Amapá, Pará e Acre têm mais de 20% da população pentecostal.

Igualmente compõem esta edição uma entrevista especial realizada com o professor Ronaldo Henn, que afirma que as redes de relacionamento podem constituir os acontecimentos. Nesta semana recordamos de maneira especial a obra de Robert Kurz, recentemente falecido.
O Grupo de Estudos de Crítica ao Valor-Cisão, estabelecido no Laboratório de Geografia Urbana (Labur), do Departamento de Geografia da FFLCH/USP e Ricardo Antunes, professor da Unicamp, discorrem analiticamente sobre a contribuição de Kurz para a crítica da economia política.

Palestina e Israel: caminhos para uma paz justa é o tema da entrevista com Nancy Cardoso Pereira, filósofa, teóloga, pastora da Igreja Metodista. Ela, juntamente, com Eduardo Minossi de Oliveira, graduado em Gegrafia pela UFRGS e Érico Teixeira de Loyola, graduado em Direito pela UFRGS, abordarão o tema na próxima quinta-feira, no IHU, às 17h30min.
O Instituto Humanitas Unisinos - IHU agradece, de maneira particular, ao Prof. Dr. Faustino Teixeira que inspirou e nos assessorou na construção desta edição da revista IHU On-Line. Clique aqui para saber mais.
Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

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As lutas comunitárias retratadas em filme sobre Casaldáliga


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As lutas comunitárias retratadas em filme sobre Casaldáliga

Terça-feira, 28 de agosto de 2012 - 17h56min
Começaram no mês passado as gravações do filme que tratará da vida e obra de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia. Conhecido como o bispo dos pobres e dos sem-terras, Dom Casaldáliga nasceu em 1928, foi ordenado sacerdote em 31de maio de 1952, quando uniu-se aos claretianos. Em junho de 1968, mudou-se como missionário para o estado do Mato Grosso e em 23 de outubro de 1971 foi ordenado bispo de São Félix do Araguaia.
Assista ao início das gravações clicando aqui.
A reportagem que segue é do programa RNA Notícias, da Rede Norte Araguaia

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

“Uma vergonha”, diz Dom Erwin sobre decisão do STF de soltar acusado da morte de irmã Dorothy


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“Uma vergonha”, diz Dom Erwin sobre decisão do STF de soltar acusado da morte de irmã Dorothy

Quinta-feira, 23 de agosto de 2012 - 11h44min
O ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu o pedido de habeas corpus, determinando a expedição de alvará de soltura para Regivaldo Pereira Galvão, condenado pelo Tribunal do Júri de Belém (PA) a 30 anos de reclusão pelo homicídio que vitimou a missionária Dorothy Stang. "Recebo essa informação com espanto", declarou o bispo da prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Kräutler.
"Não posso admitir que seja esta a Justiça de nosso país. Que Deus tenha pena de todos nós", afirma o bispo, que avalia que a decisão do STF desconsidera o que foi determinado pelo Tribunal de Júri do Pará. "Esta notícia envergonha a todos".

Com a decisão do STF, o juiz de Altamira (PA) Raimundo Moisés Flexa, expediu o alvará de soltura. Regivaldo foi solto na tarde desta quarta-feira. Está marcado, para o próximo dia 3, o depoimento do policial federal Fernando Luiz Raiol, que recentemente protocolou documento em cartório, revelando fatos sobre o assassinato da missionária que poderão ensejar a reabertura do caso.
A informação é publicada pelo Boletim da CNBB

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